Alcoolismo em idosos: saiba o que fazer

love-863505_1280Com mais acesso à saúde, a expectativa de vida aumentou e, com isso, vemos também crescer proporcionalmente o alcoolismo em idosos. Este tipo de problema é comum, desde pessoas que sempre beberam, mas pioraram na terceira idade; até outras que não tinham este costume e passaram a ter. Saiba o que fazer nos casos de alcoolismo em idosos.

Por que um idoso começa a exagerar no álcool? Esta é uma das perguntas mais comuns para quem sofre com um ente próximo. Segundo o Prof. Dr. Armando Miguel Júnior, especialista em geriatria, o idoso tem a sensação de perda. “A maioria vive na ociosidade, aposentados, já perderam algum ente querido ou amigos, têm patologia de base ou já tiveram internação hospitalar, tem insônia, muitos são abandonados pela família, e não têm motivação alguma. Bebem para aliviar a tensão do dia a dia e esquecer as mágoas.”

Por tratar de uma faixa etária em que geralmente já tem uma saúde mais sensível, é comum que o alcoolismo em idosos provoque piora e desgaste físico e mental. Doenças como a hipertensão arterial sistêmica, pulmonar obstrutiva crônica, diabetes, tuberculose, cardiopatias, distúrbios gastrointestinais estão entre as inúmeras patologias que podem ter sua evolução complicada pelo alcoolismo. E o controle médico dessas doenças pode ser difícil devido o álcool.

Sinais de alcoolismo em idosos
Os sinais e sintomas de alcoolismo em idosos não são difíceis de reconhecer, embora geralmente ele necessite de menos doses para tal do que uma pessoa de 30 anos, por exemplo. Em idosos também é comum a presença de sintomas como quedas repetitivas, desnutrição, diarreia, fraqueza, esquecimento, insônia, instabilidade afetiva e depressão. Vale lembrar que como alguns sintomas também podem ser de outras doenças é preciso ficar atento.

Tratamento de alcoolismo em idosos
Assim como qualquer idade, o alcoolismo deve ser tratado. Cabe ao idoso e sua família procurarem ajuda dentro das opções que mais adapta ao alcoolista, como Alcoólicos Anônimos, CAPS, clínica especializada, entre outros. [Fonte: http://www.alcoolismo.com.br]

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Tempo e dinheiro motivam viagens na terceira idade

spedro.voolivre01.DaniellaOliveiraOs idosos são grupos numerosos e empolgados de viajantes. Com tempo e disposição, sozinhos ou em grupos, eles encaram com leveza a experiência de se aventurar em novos destinos. O Ministério do Turismo fez um retrato de um público que ganha cada vez mais a atenção de agências de viagem, meios de hospedagem e de transporte.
Entre os brasileiros que pretendem viajar, os idosos foram os que mostraram mais disposição para colocar o plano em prática (27,8%), de acordo com o boletim de intenção de viagem do Ministério do Turismo referente ao mês de agosto. E a vontade de explorar o Brasil também está maior. Das pessoas com mais de 60 anos que indicaram interessem em viajar, 55,9% afirmaram preferência por destinos turísticos nacionais.
IMG_2595Isso se explica pelo fato de grande parte desse público ter renda mais elevada e tempo para viajar. Estima-se que o Brasil tenha hoje 33 milhões de aposentados e pensionistas, de acordo com o IBGE.
Dados do Ministério do Turismo mostram que a população acima de 60 anos já responde por quase 18 milhões de viagens ao ano no Brasil, o que representa uma fatia de 9% do mercado nacional. A tendência é que esse público aumente a cada ano, devido ao envelhecimento da população. A projeção do IBGE é a de que em 10 anos os idosos representarão 16% dos brasileiros e, em 2060, 34%. Hoje, o número de pessoas idosas no Brasil (acima de 60 anos) já chega a 26,1 milhões, segundo o IBGE – o equivalente a 13% da população.
IMG_2404De acordo com um estudo da Fundação Instituto de Administração, os destinos de regiões serranas, as praias tranquilas, as propriedades em áreas rurais e as cidades com apelo cultural estão entre as mais disputadas pelo público que costuma optar por programação específica e temática. [Fonte: Ministério do Turismo]cristo

SBGG lança Guia para Cuidadores de Idosos

Com o intuito de contribuir para a educação dos cuidadores de idosos, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) lançou, neste mês, a publicação “Prevenção de Úlcera por Pressão em ILPIs – Guia para Cuidadores de Idosos”. O guia poderá auxiliar a saúde dos idosos em nosso País, em medidas de promoção, proteção e prevenção. Saiba mais acessando http://sbgg.org.br/sbgg-lanca-guia-para-cuidadores-de-idosos/

Empresa cria sapatos com GPS para localizar idosos perdidos

alzheimers-749618_1920Uma empresa japonesa criou sapatos com GPS especialmente planejados para ajudar a localizar idosos com demência, que são capazes de se perder e não conseguir voltar para suas residências.

Os sapatos chamados “GPS Dokodemo Shoes” possuem um localizador instalado no interior do pé esquerdo e permitem mostrar a posição do usuário em dispositivos como smartphones e computadores após inserir o número de identificação do terminal e uma senha.

“Temos experiência na busca de doentes com demência perdidos, e sabemos que este tipo de pessoas não utilizam telefones celulares e nem relógios, e sim sapatos. Por isso decidimos criar sapatos com sistema de localização GPS”, explicou à Agência Efe um porta-voz da Wish Hills, criadora do calçado.

O localizador é associado a um dispositivo para o qual envia notificações quando o idoso se afasta mais de 50, 100 ou 500 metros de casa, dependendo do número programado, explicou a empresa.

O sistema também mostra a posição do usuário em um mapa para que seja mais fácil iniciar sua procura, entre outras funções.

A empresa, que visa “salvar vidas” com esses sapatos, afirma que o produto está tendo bom resultado e com boas vendas, “principalmente entre mulheres na faixa dos 50 anos que têm algum pai com demência”.

Os sapatos custam 35 mil ienes (R$ 1 mil) e estão disponíveis apenas no Japão, país em que praticamente 25% da população supera os 65 anos.

“O mercado doméstico é muito importante para nós, no entanto, no futuro nos interessaria abrir em outros mercados nos quais a população envelhecerá rapidamente nos próximos anos”, indicou a companhia.

A demência é uma síndrome que implica a deterioração da memória, do intelecto, do comportamento e da capacidade para realizar atividades da vida cotidiana.

Cerca de 47,5 milhões de pessoas sofrem de demência no mundo, e a cada ano são registrados 7,7 milhões de novos casos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).[Fonte: EFE]

Exercícios para “malhar” o cérebro

TOM_J1911_R01_Saúde_ExercíciosCérebro-siteCertamente você já ouviu falar que palavras cruzadas, sudoku, caça-palavras, xadrez, jogos de cartas fazem bem à memória. Não, isso não é conversa de avó. Segundo a neurologista Célia Roesler, membro da Academia Brasileira de Neurologia, tais atividades realmente são uma verdadeira ginástica para o cérebro. Fazer exercícios de raciocínio pelo menos uma vez ao dia ajuda na renovação das conexões neuronais. É como se o cérebro fosse um músculo e a “malhação” estimulasse o órgão a criar novas ligações entre os neurônios, aumentando o número de estradas pelas quais as informações podem trafegar dentro do cérebro.
“De maneira simplificada, a cada palavra aprendida e descoberta, uma nova ‘gaveta’ de informações é criada no cérebro do indivíduo. E quanto mais esse hábito de passatempos é estimulado, novas células nervosas serão requisitadas e mais sinapses serão feitas. A leitura diária de qualquer coisa, seja uma revista, jornal, um livro, também é um excelente exercício”, destaca a especialista.
O neurologista Ivan Okamoto, do Instituto da Memória da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), complementa dizendo que tais hábitos também ajudam a aumentar a reserva cognitiva. Na prática, isso quer dizer que ele vai chegar, por exemplo, aos 80 anos, e terá um bom “estoque de informações”, o qual irá permitir que o cérebro faça associações sempre que necessário. “Às vezes, a pessoa quer dizer uma palavra, mas não se lembra dela exatamente. Mas se ele tem essa reserva, ele consegue achar um sinônimo rapidamente. Daí a importância dos estímulos”.
Mas que fique bem claro que não são somente esses jogos de passatempo que darão conta de deixá-lo com um cérebro “malhado”. Quando esses jogos viram rotina, o cérebro recorre a conexões nervosas já existentes, em vez de fazer novas. Portanto, outras atividades também devem ser levadas em consideração, como: fazer um curso de qualquer coisa que dê prazer, aprender a tocar um instrumento, dançar. “É importante fazer coisas que estimulem o cérebro para que novas áreas sejam acionadas e treinadas”, sintetiza Okamoto.
Uma dica que o neurologista dá a todos os seus pacientes que se queixam de esquecimentos é o de aprender um novo idioma. Dessa forma, o indivíduo exercitará várias formas de linguagem e de memória. Além disso, o processo de aprendizagem envolve necessidade de concentração e apelo constante à memória.
Dra. Célia Roesler ressalta ainda a importância dos exercícios físicos, principalmente os aeróbicos, como corrida, caminhada, bicicleta, para a manutenção da memória. Embora não exercitem o cérebro diretamente, a prática diária ajuda a melhorar o sistema cardiovascular (podem prevenir microinfartos em pequenos vasos no cérebro, o que prejudicaria a oxigenação na região). Além disso, exercícios físicos liberam substâncias que impedem a degeneração neuronal.
Ter uma alimentação saudável também faz parte do jogo. Opte por incluir em sua dieta principalmente uvas e tomate (10 uvas e um tomate diário). Tais alimentos possuem, respectivamente, resveratrol (poderoso antioxidante que melhora a revascularização cerebral) e licopeno (antioxidante que é um estimulante cerebral).
Veja aqui alguns exercícios para afinar sua memória:
1) Faça caminhos diferentes e alternativos quando for ao trabalho;
2) Experimente memorizar aquilo que precisa comprar no supermercado, em vez de elaborar uma lista. Utilize técnicas de memorização ou separe mentalmente os produtos de que precisa;
3) Vista-se de olhos fechados. Quando for pegar uma roupa no armário, com os olhos fechados, estimule a parte tátil e procure a peça que você deseja;
4) Leia muito e diariamente. Não só isso: converse com alguém sobre o que leu.
[Fonte: Drauzio Varella]